Começa temporada de ondas na Indonésia

Começa temporada de ondas na Indonésia

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Está aberta a temporada de ondas nas paradisíacas ilhas indonésias e do crowd de brasileiros que desembarcam, fissurados pelos tubos e ondas perfeitas. Pensando nisso, o SurfRoom resolveu dar uma força e preparou este roteiro com algumas  dicas pra lá de espertas.

A surfista Claudinha Gonçalves encaixando nos tubos da Indonésia. Foto: Frame Canal Off

Ilha dos Mil Templos ou Ilha dos Deuses como é conhecida, Bali só foi então descoberta pela comunidade do surf por volta dos anos 1970, através de fotos nas revistas especializadas e do clássico “Morning of the Earth”, filme do surfista australiano Albert Falzon. Mas pode ser chamada facilmente de ilha mágica, já que é a trip dos sonhos para quem busca ondas perfeitas e sem igual.

Cena do filme Morning of the Earth. Foto: Reprodução

Para surfar com segurança, pela Indonésia, é sempre bom esperar a maré cheia. E, enquanto ela não enche, vale os passeios pelas praias paradisíacas, bem como dar uma olhada no artesanato local, principalmente em Kuta e Seminiak. A “Indo” também conta com altos resorts e muita cultura. Sim, há vida noturna em Bali, com pubs e discotecas bem animadas de todos os tipos e pessoas de todos os lugares. Todos os dias tem noitada, mas as que mais gosto acontecem sempre aos domingos.

Renata Paiva em Tunders. Foto: Instagram @styleshoots

Uma viagem de 15 dias é muito legal, mas se quiser explorar as outras ilhas vai precisar de mais tempo. A Indonésia é gigante e vale a pena ficar por 20 a 30 dias, no mínimo, pois há muitos picos a serem explorados.

Stephanie Gilmore aproveitando um swell. Foto: Instagram @stephaniegilmore

O crowd é bem intenso, principalmente em Bali, mas tem muita onda boa e o mais importante é saber ter uma postura correta nos points. Esperar a sua vez e não remar em tudo o que é onda – aliás, em lugar nenhum. Se chegar com muita sede de pegar várias pode ser advertido pelos locais que geralmente são amistosos, mas devem ser respeitados.

Alana Pacelli em Nias. Foto: Instagram @alanapacelli

Os melhores picos são Padang Padang, Canguu e Keramas, mas a boa é ter Bali como base para fazer as trips para lugares como Desert Point ou Nias, conhecida como as melhores do mundo com swell.

Alana Pacelli e sua saga nos aeroportos, a caminho da Indonésia. Foto: Instagram @alanapacelli

Como chegar

Muita gente já sabe que chegar em Bali é um processo. Como não há voos diretos partindo do Brasil, você pode ir pela Europa, Dubai ou África do Sul. E lembre-se que, independente da rota que escolher vai passar mais de 24 horas no ar – e ainda vai perder uns dois dias só na ida – porque ainda tem o fuso horário de oito horas. O melhor voo é o da Emirates e costuma ter bons preços, em torno de US$ 1.250,00 (ida e volta) e sai do Brasil para Dubai e de lá para Indonésia (dois voos longos). Há também a Qatar (Brasil – Doha – Indonésia). O visto é tirado em um dos guichês da imigração e custa U$25, sempre em dinheiro, valido para um mês na Indonésia. Outra coisa importante, para ir embora é preciso pagar uma taxa de 150 mil rúpias (moeda local).

Alugar uma motinha é sempre uma boa opção para circular em Bali. Foto: Reprodução

Como se locomover

Devido a experiências desagradáveis de alguns amigos, não confiem em funcionários que se oferecem para levar suas malas, eles só as devolvem depois que você pagar. Do lado de fora do aeroporto tem bastante transporte, mas tudo tem que ser negociado, é cultural. Você também pode alugar uma motinha para rodar em Bali ou alugar um carro com motorista, porque é muito barato, cerca de U$30 ou U$50 (12 horas). Pegar táxi também é muito barato, existem preços tabelados, mas ainda dá pra pechinchar (aquela história da negociação). Mas fiquem atentos porque o trânsito é muito confuso.

Alana em Uluwatu. Foto: Reprodução

O que levar na mala

Com o clima tropical da Indonésia você não precisa levar muita roupa – hein, meninas rs – basicamente roupas leves. Só precisa mesmo de prancha e os equipamentos de surf, que já ocupa bastante espaço. Se o capão for muito grande, precisa conversar com o guarda e deixar claro que é apenas para uso pessoal, que não vai comercializar e, algumas vezes (é chato) mas precisa perder uma propina, pois o pessoal da alfândega costuma enrolar um pouco a liberação. Para os meninos, duas bermudas e duas camisetas (dica do surfista Lucas Silveira). Se for mulher, biquínis, roupas de surf e roupas leves (só tomar cuidado de não mostrar muito o corpo por conta das tradições culturais, nas praias é tranquilo mas evite em lugares onde há templos, pois o islamismo é a religião predominante, respeito aos locais é essencial). Como as quilhas pesam um pouco, a boa é levar na bagagem de mão. Além de uma mala tamanho padrão, com 20kg.

Mentawaii style. Foto: Reprodução

 

Onde ficar

Existem muitas opções na região de Uluwatu e Padang Padang, com pousadas e hoteis que variam diárias entre U$15 a U$100, é só escolher. E para quem prefere as direitas, tem opções em Cangoo e Keramas.

As piscinas infinitas do Amankila Resort. Foto: Reprodução

Temporadas

A melhor temporada é de abril a novembro, com seu ápice em julho e agosto, bom também para iniciantes. Nesta época, funcionam bem picos de esqueda como Uluwatu e Padang Padang, devido aos ventos que entram de terral, neste lado da ilha. No verão, que eles chamam de estação chuvosa, a baixa temporada vai de dezembro a março. Durante este período, os ventos mudam de diração e favorecem as direitas do outro lado da ilha, como Sanur, Nusa Dua e Sri Lanka, que podem funcionar.

Bali oferece inúmeros restaurantes à beira da praia. Foto: Reprodução

Onde comer

Há inúmeras opções desde bangalôs na beira da praia, com comidas títpicas e preços acessíveis, até sushis mais sofisticados. Para os que não vivem sem a boa comida brasileira, é só passar no restaurante do Hugo, próximo a Padang Padang.

Templo budista Danu Bratan, em Bali. Foto: Reprodução

Curiosidade

A religião predominante na Indonésia é o islamismo, mas em Bali é a hindu, sendo a principal filosofia de vida dos balineses é o “karma”, em que tudo o que você faz aos outros volta para você, seja bom ou ruim.  Indonésia vem do grego indós e nesus que significa ilha.

Alana Pacelli em Binging. Foto: Reprodução
Claudia Gonçalves. Foto: Reprodução
Alana feliz da vida em Playground. Foto: Reprodução
Renata Paiva apreciando os corais de Mentawaii. Foto: Reprodução